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Educação a Distância


Aprendizagem

Para começar a narrar minha estória, este curso tem sideo de muuita valia e aprendizagem para mim. Minha experiência como aluno com cursos a distância resumia-se a um curso preparatório em que participei assistindo às aulas telepresenciais. Não havia provas, trabalhos a serem entregues, o que existia era um monitor na sala de aula e este enviava as dúvidas dos alunos para os professores e estes respondiam, existia ainda uma segunda opção que era entrar no site e enviar as perguntas para um "tira dúvidas" no qual outros professores respondiam as suas questões.

Quando iniciei este curso, pesquisei na internet blogs a respeito de EaD, e o que mais encontrei foram blogs desatualizados, até que deparei com dois (http://blog.joaomattar.com/ e http://www.educacaoadistancia.blog.br/). Ambos são atualizados diariamente e com muito acesso, porém uma coisa que percebi foi que as pessoas que postam mensagens nos blogs, principalmente nos citados acima, expões as suas opiniões e não interagem com as demais que acessam o blog.

A tarefa de criar um blog foi muito interessante e tem sido muito importante para o meu dia-a-dia, pois na faculdade eu tendo enorme dificuldade para criar meu site, e depois da criação do meu blog, eu consegui criar o site com mais facilidade, não que seja uma coisa simples, porém este curso facilitou as minhas outras aulas.

Assistindo as aulas, tanto os vídeos como o material disponibilizado em pdf venho aprendendo e obtendo muita informação que não tinha, a começar pela história da educação a distãncia, pois no meu entender ela havia começado com o IUB e agora sei que esta modalidade vem de antes, tendo sido modificada as ferramentas tecnológicas para a aprendizagem a distância e com isso facilitado as informações para os alunos.

Acessando os blogs citados anteriormente, participei de algumas notícias/opiniões postadas e uma que me chamou muito a atenção foi a que comparava a educação a distância a um fast food, sendo que sobre esse mesmo assunto encontrei um outro blog (http://eademtela.zip.net/), no qual postei minha opinião do qual não concordava com a comparação com o fast food, mas também discordando com a decisão de proibir aqueles que são contrários. Respeito a opinião de todos e como vivemos num país democrático todos nós temos o direito de nos expressar, mas também temos deveres e caso causarmos danos temos o dever de repará-lo e podemos responder civilmente por isso; acho que a educação pode ser presencial ou não, porém respeito aqueles que encontram somente na educação presencial a única forma de ensinamento (para estes perguntaria se quando estou em casa estudando nas minhas apostilas, livros, lendo revistas, jornais, pesquisando artigos, não estaria praticando educação a distância) e quero que eles respeitem quem encontra na educação a distância sua forma de estudar.

Outra reportagem que achei super interessante foi a que se referia a "Ensino a distância - Falta de tempo - Carreira Profissional" na qual aprendi que o maior desafio para quem cursa um curso a distância é encontrar tempo disponível na agenda para estudar e também que ao contrário do que eu pensava, um curso a distância de qualidade não é barato porque o custo dos investimentos são altos.

No blog das educadoras Laís e Maria (http:laisemariaeducadoras.blogspot.com) é passado várias terminologias usadas no EaD de modo que podemos identificar e diferenciar cada um, bem como qual a função exercida em cada situação.

Em várias reportagens sobre a EaD aborda-se sobre o tema do preconceito que existe em relação aos cursos, aos alunos que cursam este tipo de aprendizagem e essa era uma visão que eu não tinha e depois de ler comecei a reparar que a abordagem é essencial para modificar o que a minoria das pessoas ainda pensam.

Eu acredito que a minha participação nesta primeira parte do curso foi muito boa. Descobri um universo totalmente diferente e pouco explorado, que as aulas presenciais podem tornar-se muito mais envolventes, participativas com a utilização das ferramentas tecnológicas aplicadas nos cursos a distância. Aprendi que mesmo no curso presencial praticamos educação a distância quando estudamos distante da presença física do professor.



Escrito por blogdaconstrução às 21h32
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O que é ensino a distância?

a) Presença na sala de aula mas não participar dela

b) Estudar em casa com os amigos

c) Ir a uma biblioteca e pesquisar em livros

d) Acessar a internet para buscar informações da aula que assistiu ou vai assistir

e) Ler jornais, revistas, assistir a palestras



Categoria: Enquete
Escrito por blogdaconstrução às 21h18
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Um milhão de alunos a distância – MEC

 

 

O Brasil terá até o final do ano cerca de um milhão de estudantes universitários matriculados em cursos à distância. A previsão é de Hélio Chave Filho, diretor de Regulação e Supervisão da Educação à Distância do Ministério da Educação, durante debate na Universidade de São Paulo.

Segundo o representante do órgão,atualmente o país contabiliza aproximadamente 870 mil estudantes nesta modalidade de ensino.

O número total de alunos matrculados será divulgado no Censo da Educação Superior, previsto para ser apresentado ainda este ano.

Fonte: http://www.educacaoadistancia.blog.br

 

Esse número vai aumentar cada vez mais, pois a EaD vai aumentar e muito, nos próximos anos as faculdades oferecerão essa modalidade de ensino nos cursos de Mestrado por enquanto há apenas teste, mas em breve será ofertado.



Escrito por blogdaconstrução às 09h56
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Trabalho com blogs aproxima professora paulista de alunos

Segunda-feira, 22 de agosto de 2011 - 11:46

O blog da professora contém ideias e atividades educacionais prontas, que ela própria elabora. A maior parte do conteúdo abrange as áreas de português e de matemática, mas também há material para artes, ciências, geografia e históriaO trabalho em sala de aula era insuficiente para suprir a necessidade de expressão da professora Janaína Spolidorio, que gosta de escrever e elaborar atividades didáticas. A partir da criação de um blog, ela passou a ter mais motivação e a usar as ideias exatamente como desejava. Formada em letras, com licenciatura plena em português e inglês e pós-graduação na área de informática, Janaína tem 18 anos de magistério. Professora da rede pública de São Bernardo do Campo (SP), ela reúne experiência profissional que inclui educação infantil, ensino fundamental e médio e escolas de idiomas.

Para a professora paulista, os blogs são parte da vida dos alunos naturalmente e podem influenciar também a atividade do professor, como importante ferramenta de trabalho. “O blog é um espaço virtual que pode ter a função que a pessoa desejar”, avalia. “A experiência que ele proporciona é ímpar e, certamente, pode trazer grande ampliação de conhecimentos para o professor.”

Janaína revela ter percorrido um caminho virtual tortuoso e enfrentado dificuldades até chegar ao primeiro blog. Nele estão disponíveis ideias e atividades educacionais prontas, que ela costuma elaborar, com textos de autoria própria. A maior parte do conteúdo abrange as áreas de português e de matemática, mas também há material para artes, ciências, geografia e história. As atividades não são divididas por ano, para não limitar o trabalho do professor.

Além desse blog principal, ela mantém um simplificado, que traz material dividido por tema, e o Pergunte a Janaína Spolidorio, criado para oferecer aos leitores um espaço adequado a tirar dúvidas.

Pais — Como os alunos de Janaína são pequenos, de turma de alfabetização, quem participa do blog são os pais. “Uma parte do blog, sob a categoria pedagogia, é destinada a ensinar aos pais como ajudar os filhos em casa, como melhorar a aprendizagem dos filhos e outras coisinhas mais”, diz a professora. “Se eu tivesse uma turma de terceira ou quarta série, teria planos de criar um blog participativo, orientado, no qual os alunos aprenderiam a gerenciar blogs, escrever artigos e elaborar web-episódios, entre outras coisas”, ressalta.

A professora sonha em montar um portal de recursos educacionais abertos (REA), no qual abriria um diretório de indicação de blogs “maravilhosos” de professores. 

Fátima Schenini

Confira os blogs:
• Professora Janaína Spolidorio
• Pergunte a Janaína Spolidorio

Saiba mais no Jornal do Professor

Reportagem tirada do portal do MEC

Comentário: Interessante o modo de atuar desta professora e importante para os pais conhecerem melhor o seu trabalho. No meu caso, trabalho com adultos, e jovens que entraram na faculdade não preciso me reportar aos seus pais, porém vou utilizar os ensinamentos que acabei de aprender e buscar uma forma de me interagir com os meus alunos de modo que torne as aulas presenciais mais interessantes e utilize as tecnologias disponíveis para facilitar o entendimento da disciplina.



Escrito por blogdaconstrução às 21h44
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Você concorda com o governo do Estado de São Paulo?

Um decreto do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que deve ser publicado noDiário Oficial de amanhã, cria a Escola Virtual de Programas Educacionais, a Evesp. O objetivo é que o órgão trabalhe os conteúdos da educação básica (ensinos fundamental e médio) utilizando ferramentas de tecnologia da informação e comunicação.

Aula. Detentos estudam em Sorocaba: na mira da Evesp - Epitacio Pessoa/AE-15/04/2010
Epitacio Pessoa/AE-15/04/2010
Aula. Detentos estudam em Sorocaba: na mira da Evesp

"Não vamos tirar ninguém da sala de aula. O trabalho da Evesp será oferecer formação regular e de capacitação principalmente para os alunos que não conseguem se locomover", explica Herman Voorwald, secretário estadual de Educação.

Para isso, devem ser utilizadas a infraestrutura e as metodologias da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), o programa de expansão do ensino superior criado em outubro de 2008. "A Univesp é o nosso braço ágil", diz Voorwald.

Ações. O nome do responsável pela coordenação da Evesp ainda não foi definido, segundo o secretário, mas as duas primeiras ações já estão definidas: conteúdo de línguas estrangeiras em escolas regulares e atuação no sistema prisional paulista.

No caso do ensino de idiomas, a Evesp dará suporte aos Centros de Ensino de Línguas Estrangeiras (CELs). Existem 105 deles no Estado e a expectativa é de que 50 mil estudantes dos ensino fundamental e médio assistam 136 aulas de inglês oferecidas em formato presencial, mas com acesso a conteúdo virtual e sob a supervisão de um tutor. "Até o fim do ano queremos chegar a 100 mil alunos e ampliar a oferta de idiomas, como o espanhol", afirma Voorwald.

Teleaula na prisão. O outro foco já estipulado de atuação da escola virtual serão as unidades prisionais do Estado. A previsão é de que o início das aulas aconteçam no segundo semestre deste ano. Inicialmente, em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária, serão atendidos cerca 12 mil detentos nos ensinos fundamental, médio e profissionalizante.

O trabalho será feito em 100 unidades prisionais e o conteúdo será ministrado por meio de teleaulas em salas que também estarão equipadas com computadores. O material didático impresso será fornecido pela Secretaria de Educação e cada unidade terá um professor, além de alguns detentos que poderão atuar como monitores, pagos pelo serviço. "Teremos matriz curricular e carga horária definida. A diferença é que o modelo da Evesp vai permitir flexibilidade de tempo e de espaço", explica o secretário.

Polêmica. A implantação desse modelo de ensino nas prisões paulistas atende a um outro decreto do governo, de março deste ano, que institui um grupo de trabalho com a finalidade de propor políticas educacionais para os encarcerados.

São Paulo possui a maior população carcerária do Brasil: há 170 mil presos e presas no Estado, somando os que cumprem pena em regime fechado e os que aguardam julgamento. Desse total, mais da metade, 95 mil, não possuem o ensino fundamental completo.

O modelo de educação a distância(EaD), no entanto, não é bem-vindo pelas organizações que trabalham com o tema. No fim do mês passado, em seminário que discutiu os desafios para a implementação de diretrizes nacionais sobre a educação em prisões, houve críticas à EaD.

O formato resolveria o problema do ponto de vista prático, já que cumpre a lei que garante o direito do preso à educação, mas não teria resultados efetivos, uma vez que a situação peculiar dos alunos exige a presença de profissionais habilitados.

Oportunidade de estudo

8,8% dos 170 mil presos de SP realizam alguma atividade educacional

34,4% dos detentos do País estão em SP

Reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo



Escrito por blogdaconstrução às 13h21
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O PAPEL DO PROFESSOR NA EAD.

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A Equipe formada por Anelide Calabria, Alexsandra, Juliana Nortfleeth, Lindaura da Silva, Maria Edilene e Vancheline Sheile enfocou que a importância do papel professor na EAD é muito maior do que se imagina. Ele é a porta de entrada num ambiente de aprendizagem à distância, no qual se promove a construção do conhecimento, tendo um papel cooperativo, colaborativo e comunicativo. A equipe na sua conclusão abordou, conforme postula Moran (2002), que o professor na EAD continuará dando aula e enriquecerá esse processo com as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam: para receber e responder mensagens dos alunos, criar listas de discursão e alimentar continuamente os debates e pesquisas com textos e páginas da internet. Complementando a ideia de Moran, Léry (1999, p.171), afirma: A principal função do professor não pode ser uma difusão dos conhecimentos, que agora é feita de maneira mais eficaz por outros meios. Sua competência deve deslocar-se no sentido de incentivar a aprendizagem e o pensamento. Na EAD os professores tem assumido multiplas funções:
1. Formador: orienta o estudo e aprendizagem, dá apoio psicossocial ao estudante, ensina a pesquisar, a processar a informação e a aprender.
2. Conceptor e realizador de cursos e amteriais: prepara os planos de estudos, currículos e programas; seleciona conteúdos, elabora textos de base para unidades de cursos.

3.Tutor: mediador da aprendizagem,está ligado diretamente com o aluno.

4.Pesquisador: pesquisa e se atualiza em sua disciplina, orienta e participa da pesquisa de seus alunos.
5.Tecnólogo: responsável em elaborar o material didático para o ambiente virtual. Este material precisa ser sempre atrativo com animações,histórias em quadrinhos e charges.

O professor tem papel de levar o aprendizado e fazer também com que o aluno absorva o conhecimento e busque aprimorá-lo através das próprias descobertas.
Assunto retirado do blog: http://laisemariaeducadoras.blogspot.com

Tentei inserir o comentário abaixo no blog citado anteriormente, porém não obtive êxito.

"Importante e interessante conhecer as denominações e as suas respectivas funções, dessa forma consigo saber a quem devo me reportar em caso de dúvidas".



Escrito por blogdaconstrução às 23h51
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Enquete

Você indicaria um EaD a seus amigos e parentes?

(   ) Sim

(   ) Não



Categoria: Enquete
Escrito por blogdaconstrução às 14h23
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EaD

A Educação a Distância surgiu há muito tempo e no passado a dificuldade de se estudar a distância era enorme.

Imagine a pessoa que vivia numa cidade sem biblioteca, coisa comum em muitos cidades brasileiras nos dias de hoje imagina a 50 anos atrás, como que esse aluno pesquisaria um assunto. Uma, ou talvez a única para muitos era o correio, e a dificuldade da chegada deste a você erá fácil? Enciclopédia existia praticamente a Barsa, se uma pessoa não a tivesse em casa, sem jornal, revista, como estudar?

O avanço da tecnologia auxilia em muito a educação, e a educação a distância se beneficia também, porém algumas pessoas não acreditam nessa modalidade de ensino, talvez por desconhecimeto, talvez por não acreditar em nossos alunos, duvidar da capacidade e da vontade do brasileiro em estudar e buscar conhecimento apesar dos empecilhos do dia-a-dia.

Hoje a realidade é outra, temos internet, precisamos ter um computador e uma rede para acesso, porém alguns empecilhos continuam, como por exemplo a falta de energia elétrica, a lentidão da internet, o custo de acesso para muitos continua elevado. 

Há muito o que se fazer, muito a melhorar, e ter a certeza que a educação a distância é uma via de mão única, com sentido obrigatório à frente.



Escrito por blogdaconstrução às 10h32
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Proposta prevê ensino a distância para aluno deficiente

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 508/11, do Senado, que assegura o acesso escolar ao aluno cuja deficiência o impede de frequentar estabelecimentos de ensino. A proposta prevê atendimento educacional em local especial, recursos pedagógicos de educação a distância e outros que se utilizem da internet.

O autor, ex-senador Augusto Botelho (RR), ressalta que a deficiência pode impedir que o estudante se desloque para as escolas especiais, o que cercearia seu acesso à educação.

Lei atual
O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei 9.394/96). A lei estabelece que o dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante diversas garantias, entre elas o atendimento educacional especializado gratuito aos alunos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino.

A lei também obriga os sistemas de ensino a assegurar aos alunos com necessidades especiais, entre outros pontos:
- currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades;
- professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns.

Tramitação 
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Comentário postado no blog: educacaoadistancia.blog.br

Muito interessante o projeto pelo o que se imagina quando se vê o título, porém não é claro como se dará esta inclusão, as escolas estão preparadas, equipadas para isso? Os professores estão treinados, preparados? Nada adianta ter boa vontade, fazer projetos que ficaram engavetados e não postos em práticas pois a realidade é diferente do que imaginam os “nossos representantes” e se não deixar claro como será realizada a implantação da inclusão nada acontecerá.



Escrito por blogdaconstrução às 23h55
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A virada na formação – Educação a Distância

 

 

O Brasil forma, atualmente, mais professores para a educação infantil e para o fundamental 1 pela via do Ensino a Distância (EAD) do que pela educação presencial. Dos 118.376 estudantes que concluíram essas habilitações em 2009, 65.354 (55%) graduaram-se por EAD, contra 52.842 (45%) egressos da educação presencial, de acordo com números do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Esse resultado é inédito e confirma uma tendência já evidenciada na série histórica iniciada em 2005. Daquele ano até 2009, a quantidade de concluintes pelo modelo presencial decresceu, ano a ano, com queda de quase 50% no período (de 103.626 para 52.842). Ao mesmo tempo, a quantidade de formados por EAD cresceu, aproximadamente, 464% (de 11.576 para 65.354).

Também no que diz respeito à quantidade de docentes em exercício na Educação Básica que estavam matriculados em cursos de pedagogia, aqueles oriundos da formação a distância eram maioria em 2009, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). Das 192.965 matrículas, 60% eram em EAD. Em outras licenciaturas, letras, matemática, história, a lógica se inverte. Porém, a diferença a favor do presencial varia caso a caso e, em muitos deles, é inexpressiva.

Em números absolutos, o ensino presencial responde pela maioria dos docentes, mas em termos percentuais, ou seja, como tendência, EAD cresce mais. Entre 2000 e 2009, licenciaturas nesse segmento saíram de 1.682 matrículas para 427.730. No presencial, foram de 836.154 para 978.061. Expansão entre 2000 e 2004 e retração de 2005 a 2009.

Outro dado relevante refere-se à evasão (ao analisar a quantidade das matrículas e o número de concluintes). Com base nos dados de 2009, em EAD, 20% dos matriculados se formaram (88.194). No presencial foram 19% (188.807). Os dados de formados se referem aos ingressantes de quatro anos antes.

Universo pantanoso
O fato de termos mais pedagogos e substancial quantidade de professores da Educação Básica graduados integralmente ou obtendo qualificação continuada, mestrado e doutorado a distância exige reflexão. Implica mensurar qual é o crescimento real desse ensino, especialmente, no tangente à licenciatura. Nem entidades civis nem o governo têm acompanhado com precisão essas modificações. Em termos de levantamento quantitativo educacional, relacionado aos docentes, as estatísticas não se consolidam numa instância única. Os estudantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) e da Universidade Aberta do Brasil (UAB) são de responsabilidade da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes. Demais alunos, oriundos do setor particular, assim como egressos dos sistemas estaduais do Ensino Superior, são contabilizados pelo Inep. Cada um dos níveis executivos governamentais tem maneiras distintas de realizar suas verificações com questionários próprios, softwares exclusivos (como a plataforma Paulo Freire) e necessidades particulares de averiguação da informação. O MEC oferece tais dados, mas não há uma mensuração final dos resultados.

A expansão em EAD requer, ainda, verificar quais medidas são adotadas para adequá-la às necessidades dos alunos brasileiros, particularmente, àqueles na graduação, período educacional composto, em tese, por jovens (entre 18 e 24 anos de idade), sem experiência prévia de trabalho, muitas vezes, com formação precária no ensino fundamental. Neste cenário, surgem algumas perguntas: A educação a distância garante uma boa formação pedagógica desses alunos? O país está apto a adotá-la maciçamente como maneira de suprir a carência de professores? E esse professor terá qualidade para educar?

Colaboração
O Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão independente, com funções consultivas junto ao MEC emite desde 2008 pareceres ao Ministério para investir em EAD, para combater o déficit docente. Neste ano, o CNE, por meio de uma comissão bicameral, revê as diretrizes da formação de professores em nível superior para atuação na Educação Básica. O trabalho realizado por reuniões mensais entre sete conselheiros das Câmaras de Ensino Básico e Superior tem previsão de término no final de 2011, quando se emitirá um parecer sobre o assunto. O MEC poderá homologá-lo até maio de 2012.

A importância desse modelo de ensino, conferido pelo Conselho, é identificada em outra de suas ações, seu parecer para as novas Diretrizes Curriculares no Ensino Médio, proferido em abril último.

Para Clélia Brandão, presidente da Comissão Bicameral do CNE, o desenvolvimento de EAD na formação dos docentes ou no sistema de ensino é estratégico. “O país precisa para isso de investimento e planejamento integrados entre União, estados e municípios.”

Quando questionada sobre o acompanhamento tanto do professor em sala de aula quanto em seu período de graduação ou especialização, a conselheira diz não haver ferramentas para medir de forma garantida a aprendizagem dos profissionais formados pela via do EAD. “A qualidade precisa ser acompanhada por pais, gestores públicos, pela sociedade”, reforça. Ela lembra, porém, o fato de o Brasil ser federativo, com as secretarias de Educação tendo autonomia para avaliar o desempenho dos professores. “Não há como fazer uma determinação nacional daquilo que é específico de cada estado e município. Uma avaliação nacional nesse tema não sanaria deficiências”, enfatiza.

Daí, sua lembrança sobre a importância dos fóruns estaduais de educação. Na visão dela, locais mais indicados para o acompanhamento da oferta do ensino e qualidade profissional resultante dele. “Os fóruns são os espaços mais legítimos para começar a pensar no acompanhamento da qualidade profissional”, garante. Ela reforça a importância de tais acompanhamentos não serem provas nacionais, e sim instrumentos para resguardar a educação como direito de todos, e a aprendizagem como direito social. Tudo isso tendo em vista diferenças regionais, metas e objetivos planejados.

É desse trabalho de “colaboração” entre os entes federados que devem surgir os melhores instrumentos avaliativos. “Gestores universitários, professores, entre outros, precisam estar nesse processo”, defende. Ainda neste ano, o CNE promoverá o Seminário para a Avaliação do Desempenho na Educação Básica. A data ainda não foi definida.

A falta de supervisão sobre a qualidade do ensino oferecido aos professores foi um dos aspectos realçados por um estudo publicado pela Unesco em 2009. “Professores do Brasil: Impasses e desafios”, coordenado por Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, indicou a incapacidade do governo na fiscalização dos cursos, entre outras conclusões.

Importação arriscada
A via de simplesmente adaptar o que já existe em outros países não é uma solução recomendada para dar o pontapé inicial a esse tipo de fiscalização. Isso porque há vários fatores bastante distintos daqueles que encontramos aqui. Na Finlândia, por exemplo, país que é referência mundial pela qualidade do sistema educacional, a formação docente é mais longa, com no mínimo cinco anos de duração. São atraídos à docência pela valorização profissional existente por lá. Por estatísticas do governo finlandês, a média inicial do salário do professor é de US$ 2.111,00. “Em função desse tipo de diferença entre os países, acho difícil utilizar qualquer modelo aplicado em outros lugares. Isso é tentar comparar coisas incomparáveis”, acredita Clélia.

Para a atual secretária de Educação do Distrito Federal, Regina Vinhaes Gracindo, um modelo de avaliação possível para a questão da qualidade do professor baseia-se em três etapas: na verificação do credenciamento das instituições de ensino superior (locais de oferta dos cursos); nos concursos públicos (competências exigidas pelas secretarias de Educação); e no processo educativo das escolas. “De qualquer maneira, avaliação não deve ser planejada para a emissão de bônus. Não se trata de premiar ou castigar os avaliados, mas aprimorar o professor”, reflete.

No DF, há 28 mil professores no sistema educacional. Desses, mil não têm curso superior. Para modificar essa situação, foram desenvolvidos programas de capacitação para aprimorar as habilidades docentes. A secretária vê com ressalvas a expansão da EAD entre as licenciaturas. “É uma modalidade importante para a formação continuada, mas não para a inicial. Se possível, a primeira graduação deve ser presencial, seja qual for a licenciatura”, diz. O modelo presencial é mais completo por possibilitar maior socialização, estimulando o processo cognitivo e a aprendizagem coletiva, relações menos intensas em EAD, pondera.

Pesquisas sobre o perfil do estudante nas licenciaturas em EAD, no Brasil, são feitas, em grande parte, por universidades particulares ou por pós-graduandos dedicados ao tema. Porém, não há material de investigação acadêmica (ou do governo) conclusivo sobre o perfil desse aluno. Um dos fatores para isso é o crescimento recente da modalidade e o pouco tempo de prática em sala de aula dos formandos. Algumas características dos estudantes que aderem a ela, no entanto, são comuns entre os alunos de licenciaturas e aqueles de outras áreas

 



Escrito por blogdaconstrução às 23h47
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A virada na formação – Educação a Distância

Dificuldades

“No Brasil, EAD se impõe como necessidade, como ocorreu em muitos países”, assegura João Carlos Teatini, diretor de Ensino a Distância da Capes. Essa “necessidade” fundamenta-se, entre outros aspectos, pela dimensão continental do território e pela carência financeira de grande parte da população.

No âmbito das licenciaturas, Teatini indica a alta carga horária do professor em exercício como elemento complicador para aperfeiçoamento em cursos presenciais. “Eles enfrentam dificuldades enormes de deslocamento. Não têm tempo para se qualificar. Essa realidade existe nas metrópoles ou cidades afastadas dos centros urbanos.” Esse seria um dos “fortíssimos” motivos à aplicação de EAD no aprimoramento do docente.

A Capes é a instância responsável pela UAB, iniciativa do governo federal de fomento à modalidade. Suas graduações, basicamente, destinam-se às licenciaturas, para capacitar o professor da Educação Básica, em municípios do interior sem oferta de educação superior pública. Outra ação do governo, o Parfor, está sob a alçada da Capes. Por isso, a posição de Teatini no órgão coloca-o no centro do debate sobre as licenciaturas. Ciente de seu papel, alerta: “Do ponto de vista cronológico, estamos 40 anos atrasados em política pública para EAD ao nos compararmos a outros países” (ver texto na página 32). Nesse hiato, ocorreu um crescimento desenfreado das instituições de ensino superior particulares. Dos atuais professores da Educação Básica, 75% são egressos dessas instituições. “Um dos esforços do governo é conscientizar instituições superiores públicas para se voltarem às licenciaturas, como já fizeram no passado”, enfatiza.

Antes de apontar para um problema específico da modalidade a distância, Heleno Araújo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), introduz o tema com a ressalva de que os investimentos em educação são pequenos e que duplicá-los seria o primeiro passo para melhorar a formação.

Lembra, ainda, a urgência de verificar como o governo deseja informatizar as escolas. “Muitas delas sofrem com falta de energia. Em vários casos, a rede elétrica não comporta o computador e, às vezes, por falta de segurança, o computador, lá instalado, é roubado. Estamos longe do uso da tecnologia na perspectiva como se coloca em EAD.”

Acesso remoto
A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) também destaca a necessidade de observar aspectos de infraestrutura para que o ensino a distância possa cumprir seu papel. “Precisamos oferecer banda larga de qualidade nos estados”, pondera Cleuza Repulho, presidente da Undime, para quem as dimensões continentais do Brasil favorecem a modalidade.

Ao exemplificar seu argumento, ela lembra diálogo com representantes educacionais de Abaetetuba (PA), onde se leva, segundo relatos, 15 dias para visitar todas as escolas da área. “A dificuldade deles é imensa. Vamos desconsiderar esses alunos? Esses professores? Ou as universidades se disporão a ir até os lugares mais remotos?”, pergunta.

Apesar de dificuldades técnicas para utilização da internet, o Brasil é o quinto maior país do mundo em conexão à web. E mais: por projeções do Centro de Tecnologia da Fundação Getulio Vargas, até 2012 teremos um computador para cada dois habitantes. Atualmente, há 85 milhões de computadores em uso.

A despeito de ainda serem incipientes os estudos sobre os egressos da formação a distância ou as métricas para avaliação desse graduado, resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) são utilizados por instituições e entidades defensoras do EAD para reafirmar a qualidade de ensino da modalidade.

Em 2010, a maior nota do Enade, 80,3 pontos, foi alcançada por Antônio Edijalma Rocha Júnior, do curso a distância de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial, do Grupo Educacional Uninter. Bem acima da média geral do teste, 45 pontos. Outros levantamentos do Inep apontaram, também, que estudantes em EAD saíram-se melhor em sete de 13 áreas possíveis de comparação entre as modalidades, entre elas biologia, geografia e matemática. Ainda a título de comparação, o Inep analisou, em anos anteriores, o desempenho no Enade dos formandos em EAD e presencial em administração, matemática, pedagogia e serviço social. No geral, o resultado dos egressos da educação a distância foi 6,7 pontos superior ao dos alunos de cursos presenciais.

Para o presidente do Instituto de Pesquisa e Administração da Educação (Ipae), João Roberto Moreira Alves, os resultados do Enade são indicativos de qualidade do ensino, mas são incompletos. “Os alunos que fazem o exame precisariam ter mais comprometimento.” Segundo ele, muitos se submetem ao exame apenas para cumprir uma obrigação, sem compromisso de ter um bom desempenho.

 

Prática
A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) é responsável pela supervisão dos cursos da modalidade a distância nas instituições superiores. Criada no início deste ano, absorveu atribuições que antes eram das secretarias de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), de Educação Superior (Sesu) e de Educação a Distância (SEED), essa extinta no começo do ano.

Como os processos de regulação, supervisão e credenciamento das instituições em EAD são relativamente recentes, apenas três instituições foram descredenciadas pelo MEC por não atenderem às condições exigidas de ensino ou funcionamento. Até 2008, de acordo com a Seres, o MEC se concentrou na regulação (credenciamento e autorização de cursos). A supervisão foi iniciada a partir de então, e as instituições supervisionadas foram aquelas com maior número de alunos ou com denúncias significativas. Ou seja, nestes três últimos anos passaram por supervisão 40 instituições. Foram assinados 18 termos de saneamento, ajustes na oferta do ensino e gestão da instituição. Foram fechados 3.800 polos de apoio presencial e extinguiram-se mais de 20 mil vagas de ingresso.

Nessa discussão, Cezar Nunes, pesquisador da Fundação de Apoio à Faculdade de Educação da USP (Fafe), agrega outro ponto de reflexão: o fato de o país não ter estabelecido práticas de como os graduandos possam utilizar ferramentas tecnológicas para explorar o conteúdo educacional a ser ensinado nas licenciaturas em EAD. “Fazemos uma formação específica de professores, mas eles não trabalharão a distância. Estarão no presencial, porque assim é a nossa Educação Básica”, pondera.
A educação desenvolve diversas habilidades humanas como a colaboração, pensamento crítico, pesquisas. “Daí a tecnologia ser forte aliada para dinamizar o processo de aprendizagem. Mas essa prática precisa ser mostrada aos professores em sua formação”, adverte.

Fonte: revistaeducacao.uol.com.br

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O tempo é o melhor remédio para aqueles que duvidam da qualidade da EaD, inicialmente o IOB foi muito criticado e creio que até não exista mais contudo foi muito importante para a formação de muitos brasileiros há décadas. A EaD veio para ficar com cursos de extensão, graduação, especialização e um crescimento vertiginoso que não podemos dizer que é um modismo e sim uma realidade.
O estudante a distância precisa ser muito, mas muito dedicado, interessado, compromissado, pois muitos pensam que é só chegar em casa e a hora que você quiser estuda, porém a realidade não é essa, em casa tem muitos empecilhos: telefone, internet, tv, namorada/o, filho, amigos convidando para sair, cinema, etc.
O estudante acima de tudo tem que ter uma boa escola o assistindo, com professores preparados, capacitados, motivados, qualidade no material didático, suporte técnico, equipamentos atualizados.



Escrito por blogdaconstrução às 23h44
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Projeto de lei propõe alterações no ensino a distância

O Plenário do Senado aprovou, na última semana, em primeira votação, projeto de lei que obriga os alunos de cursos a distância a realizarem avaliações presenciais. A medida ainda será avaliada em votação suplementar para, depois, seguir para análise da Câmara dos Deputados. O caminho para se tornar lei ainda é longo, mas a medida já gera questionamentos sobre essa modalidade de ensino e pode provocar algumas alterações, embora poucas, na avaliação de representantes do segmento.

Eles acreditam que, com a aprovação da medida, pode haver uma mudança na imagem dos cursos de EAD (Ensino a Distância). Apenas isso. “O projeto de lei altera pouco o que já acontece na graduação a distância”, afirma o fundador da Associação dos Estudantes de EAD, Ricardo Holz. Ele explica que, hoje, os cursos a distância já obrigam seus alunos a frequentarem algumas aulas in loco, bem como determinam a realização presencial de provas e outras atividades.

“No Brasil, ainda temos uma cultura presencial e entendemos que o estudante brasileiro já vai até a instituição, até para uma maior interação com outros alunos e com professores”, acredita Holz. “Ainda não temos uma cultura de fazer avaliações via internet”, completa o diretor de Educação a Distância do Sistema COC, Jeferson Fagundes. De acordo com ele, na maioria das instituições que oferecem cursos a distância, as avaliações presenciais têm peso maior na avaliação geral, de cerca de 60%.

Além do fator cultural, também há um fator legal que determina esse comportamento. O decreto que regulamenta o EAD (5.622/05) já obriga os estudantes a fazerem avaliações presenciais, bem como estágios obrigatórios, quando previstos, além da defesa de trabalhos de conclusão de curso e atividades relacionadas a laboratórios de ensino.

“Caso aprovada sem nenhum alteração, a proposta deixará mais claro o que já é praticado no segmento educacional que atua na modalidade a distância”, completa o diretor-adjunto do Centro de Educação a Distância da Universidade Anhanguera, Luciano Sathler. “O projeto apenas solidifica o que já vigora. Em termos práticos, não muda nada”, diz Sathler, que também é representante da Associação Brasileira de Educação a Distância.

Por que o projeto prevê o que já existe?

A proposta em tramitação no Congresso Nacional pretende apenas assegurar que o que está previsto no Decreto de fato se cumpra. A ideia é tornar o Decreto parte da lei de diretrizes e bases para a educação. Para Sathler, mesmo tendo apenas esse intuito, a medida ajudará a fortalecer a imagem dos cursos a distância. E também poderá trazer impactos na demanda e oferta dos cursos. “Tanto a regulação como a legislação podem ampliar a possibilidade de oferta”, acredita. Para ele, tal ampliação também decorre das mudanças sociais. “As novas gerações vão exigir uma outra escola. Termos uma geração de alunos que têm capacidade de utilizar essas tecnologias”, completa o professor.

Holz, da Associação dos Estudantes, não vê aspectos positivos nesse tipo de iniciativa. “Esse projeto de lei não vai alterar a realidade, porque a sociedade não tem acesso a esse tipo de conteúdo”, avalia ele, que vai mais longe: “Portarias e leis são reflexos do pensamento da sociedade. São provas da discriminação com os alunos de EAD”, afirma. Para ele, o fato de existir um projeto obrigando a realização de atividades presenciais dá a impressão de que não existiam regras para tanto antes da medida.

O professor Fagundes não vê a existência do projeto dessa forma. “Altera a imagem do EAD para melhor”, afirma. “As mudanças não vão influenciar a metodologia do curso a distância, que é baseada em repasse de conhecimento”, explica. O diretor de Educação a Distância do Sistema COC reforça que em muitos cursos não são necessárias atividades presenciais.

EAD necessita de mudanças

Com ou sem lei, o sistema de EAD no Brasil precisa passar por diversas alterações, na avaliação dos especialistas consultados. “Temos problemas sim, como todo o sistema de ensino”, reforça Holz, da Associação dos Estudantes de EAD.

Para a estudante de ensino a distância Danielle Bambace, de 23 anos, a plataforma utilizada pela instituição que oferece o curso a distância que ela faz é o principal problema. “As plataformas poderiam ser melhoradas, pois parecem que elas não acompanham as inovações da internet”, afirma.

Danielle faz um curso de pós-graduação em Educação Ambiental no Senac-Rio e confessa que de início não confiava nessa modalidade de ensino. “A minha mãe precisou fazer um curso a distância e me indicou. Como eu não podia ficar mais tempo parada e não tinha tempo para fazer um curso presencial, arrisquei”, conta. “Estou gostando e aprendendo e me sinto mais estimulada do que ficaria se o curso fosse presencial”.

Danielle arriscou, mas nem todo mundo faz isso. “Ainda existe uma cultura de que o EAD não funciona”, explica Holz. “Esse preconceito existe, mas está diminuindo e a tendência é de ser cada vez menor”, lembra Sathler. “O EAD passa pelos mesmos desafios que a educação presencial”, ressalta. E Holz lista uma série deles, como a melhora do relacionamento entre as instituições e os estudantes. “Temos muita reclamação sobre a demora do retorno que as universidades dão às demandas dos alunos”, diz.

Mas Holz também lista os pontos positivos do sistema, como a flexibilidade que essa modalidade de ensino concede aos estudantes e mensalidades mais baixas. “Alguns cursos chegam a ser 50% mais baratos que o mesmo curso presencial na mesma instituição”, reforça.

Em prol de um Plano Nacional

Para permitir todas as mudanças que o EAD necessita, os especialistas ouvidos defendem um Plano Nacional de Ensino a Distância. “A legislação hoje é falha e isso gera uma insegurança jurídica muito grande”, afirma Holz. “Tem de haver uma matriz curricular quase que unificada, com regras que devem ser seguidas por todos, tanto instituições particulares, como públicas”, acrescenta Fagundes.

O professor defende uma reforma universitária que contemple todas as modalidades de ensino. “Dessa forma, podemos garantir uma qualidade maior do ensino”, afirma Fagundes.

Fonte: ECONOMIA UOL

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O mundo é evolutivo e a EaD também precisa evoluir, porém exigir que essa avaliação seja presencial será, que não inibirá aquele aluno que estuda na “cara e na coragem”, que está longe da sala de aula, que não tem escola perto, porém possui uma enorme vontade de estudar e sabe que com a educação poderá crescer na vida não será, novamente, deixado de lado pelo governo? As vezes o tiro sai pela culatra.



Escrito por blogdaconstrução às 23h40
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MEC estabelece novas regras para cursos de especialização

O Ministério da Educação define novas regras para a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu. O parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologado pelo ministro em exercício, José Henrique Paim, no dia 1º de agosto, extingue o credenciamento especial de instituições não educacionais – conselhos de classe, sindicatos, organizações profissionais – para a oferta de cursos de especialização (pós-graduação lato sensu).

Essas instituições poderão continuar a oferecer os cursos que serão considerados livres ou poderão ser credenciados na modalidade strictu sensu, como mestrado profissional, sujeitos à regulamentação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A exceção serão as escolas de governo, criadas e mantidas pelo poder público, que poderão oferecer cursos de pós-graduação lato sensu, independente de credenciamento especial do MEC.

http://www2.enap.gov.br/rede_escolas/index.php?option=com_content&task=view&id=14&Itemid=28

Até agora, cerca de 100 instituições possuíam o credenciamento especial. Aos estudantes matriculados até 31 de julho de 2011, será assegurado o direito ao certificado do curso como pós-graduação. Ao todo, há cerca de 400 processos entre credenciamento e recredenciamento de instituições, que a partir de agora serão arquivados.

As novas regras para a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu serão publicadas nesta sexta-feira, 5, no Diário Oficial da União.

http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=49&data=05/08/2011
Fonte:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16945

 

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O projeto parece atraente porém não deixa claro como será a preparação dos professores e das escolas/faculdades, pois de nada adianta os alunos terem acesso e encontrar estabelecimentos e profissionais despreparados para tratarem com os alunos especiais.

 



Escrito por blogdaconstrução às 23h32
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Ensino a distância – Falta de Tempo – Carreira Profissional

De um lado as empresas querem profissionais qualificados, que possuam no currículo cursos de extensão, especialização e pós-graduação. De outro, os profissionais precisam trabalhar e nem sempre possuem tempo suficiente para se deslocar até as escolas enfrentando, por exemplo, o trânsito intenso das grandes capitais.

Juntando a necessidade de estudar com as dificuldades em frequentar os centros de ensino, uma das respostas que surge é a modalidade de ensino EAD (Ensino a Distância). No entanto, mesmo se apresentando como uma opção para enfrentar os problemas inerentes às sociedades dinâmicas, ainda existem dúvidas e insegurança quando o assunto é novas formas de ensino, em especial, o realizado de forma não presencial.

Segundo a associada e colaboradora da Abed (Associação Brasileira de Ensino a Distância), professora Consuelo Fernandes, “a insegurança que a sociedade ainda tem frente aos cursos a distância reflete a nossa própria história, que é uma história de ensino presencial. Muitos ainda têm a ideia de que só é possível aprender se alguém – um professor – estiver controlando e ensinando o aluno diretamente”.

É possível perceber, portanto, que o receio está mais ligado à dificuldade da sociedade em aceitar os avanços tecnológicos do que com a real eficácia do modelo. Mesmo assim, os benefícios já estão sendo confirmados, as vantagens são claramente perceptíveis e quem tiver vontade e disposição a sugestão é que se invista, sim, no ensino a distância.

Cursos internacionais
Um dos fatores que contribui para o avanço do ensino a distância e ajuda a sociedade a confiar cada vez mais na modalidade é o fato das escolas tradicionais já ofertarem esse tipo de curso. Universidades federais e privadas, como a FGV (Fundação Getulio Vargas) e a PUC, por exemplo, já aderiram ao EAD.

Consuelo ainda vai mais longe. Além de grandes centros de ensino no Brasil, os interessados podem, sem sair de casa, realizar cursos em universidades renomadas no mundo todo. MIT (Massachusetts Institute of Technology), Harvard, universidades na Espanha, França, Inglaterra, entre outras, também oferecem esse tipo de curso.

Nos cursos internacionais, o interessado deverá passar por um processo seletivo, que usualmente avalia o nível de proficiência na língua que o curso será ministrado, normalmente o inglês, e análise do currículo. Ainda, será preciso realizar, ao longo do curso, cerca de duas viagens para concluir os estudos, isso nos casos de graduação e pós-graduação; os cursos livres já não são tão exigentes. No Brasil, as exigências são parecidas.

A visão das empresas
Caso tenha realizado um curso a distância e esteja se perguntando se deve ou não colocar essa informação no currículo, de acordo com o gerente de relacionamento da FocoTalentos, Gustavo Nascimento, a sugestão é que adicione, sim, essa informação. “É importante que o candidato já inicie sua relação com o empregador da forma mais clara e transparente possível. As empresas não fazem diferenciação entre aqueles que realizaram cursos a distância ou presenciais”, pondera Nascimento.

De fato, quando o curso que se pretende fazer é uma graduação, pode ser mais interessante optar pela modalidade presencial, devido a outros motivos que vão além do simples aprendizado. No entanto, com relação aos cursos de extensão, especialização e pós-graduação, que são foco do público mais experiente e maduro, optar pela modalidade a distância é favorável.

Nascimento ainda observa que, no máximo, o candidato será questionado, durante o processo seletivo, sobre as razões que o levaram a optar pelos cursos não presenciais. Frisar seu interesse em desenvolver sua carreira e aumentar seus conhecimentos é sempre recomendado.

Principais cuidados
Quando o profissional entende os benefícios e decide ingressar em um dos diversos cursos a distância é importante prestar atenção em alguns fatores. Em primeiro lugar, em casos de cursos de graduação e pós-graduação (Lato Sensu), é importante verificar junto ao MEC se o curso está autorizado. A pesquisa é simples e pode ser feita no próprio site do ministério.

Nenhum curso a distância, reconhecido pelo MEC, é 100% não presencial. Será preciso que o aluno se desloque, em determinados momentos do curso, até a instituição de ensino, seja para realizar provas ou apenas para se reunir com o professor e com o grupo. O MEC também exige que, para uma escola oferecer um curso a distância, ela deve obrigatoriamente já ofertar esse mesmo curso na modalidade presencial.

Outra recomendação antes de se matricular é optar por escolas renomadas, que possuem certa tradição no mercado. Caso o interessado fique na dúvida quanto à real integridade do curso, a sugestão é entrar em contato com pessoas que já finalizaram o curso em questão. Também é interessante se certificar que existe uma proposta de interatividade, ou seja, se o aluno poderá conversar com o professor, tirar dúvidas e entrar em contato com o grupo.

Para não perder tempo e garantir que o dinheiro será bem investido, esqueça a lógica de que cursos a distância devem ser de baixíssimo custo. Manter professores, estruturar projetos pedagógicos eficientes e úteis, que realmente vão ajudar no desenvolvimento da sua carreira, não é uma tarefa barata. Apesar de não haver todo o aparato físico, como no caso dos cursos presenciais, um ensino a distância eficiente requer muitas ferramentas que não são baratas, a exemplo de softwares e o demais aparatos tecnológicos. Portanto, é preciso ter cuidado com cursos muito baratos.

Educação a distância corporativa
Os profissionais estão observando que as empresas já vêm investindo cada vez mais no sentido de oferecer cursos a distância aos seus colaboradores. Um caso que é possível citar como exemplo é o da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), conforme comenta a gerente de projetos especiais da Dtcom, empresa focada em educação e comunicação corporativa, Luciana Precaro.

Visando aumentar a comunicação entre os colaboradores, reduzir custos com viagens e aumentar o número de programas de treinamento e desenvolvimento alinhado às estratégias empresariais, a Fenabrave adquiriu programas via satélite oferecidos pela Dtcom. “Com os cursos a distância é possível fazer com que todos os colaboradores possam ter contato com as práticas dos melhores profissionais’, comenta Luciana.

Luciana ainda ressalta que as avaliações mostraram que os profissionais se mostram motivados quando assunto é treinamento a distância, pois percebem que está sendo feito um investimento para o desenvolvimento de suas carreiras.

Fonte: Portal Administradores

Comentário postado no blog:educacaoadistancia.blog.br

Gostei muito da reportagem, informativa, esclarecedora e concordo plenamente que a maior dificuldade da modalidade EaD ainda é o preconceito que existe em relação a este tipo de curso.
Importante também a parte que relata que curso a distância é de baixo custo, pois não é porque não há a presença de professor, na maior parte das aulas, que o custo é pequeno muito pelo contrário o investimento em softwares é altíssimo.



Escrito por blogdaconstrução às 23h28
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